Mark Foster está feliz, e não é à toa. Ele passou alguns anos pulando de projeto em projeto, tentando encontrar o seu lugar no mundo da música. Finalmente conseguiu em 2010, quando colocou a faixa Pumped Up Kicks de graça em seu site. A música se espalhou rapidamente pela internet, e o Foster The People se tornou uma sensação. O álbum Torches seguiu o mesmo caminho, e hoje o trio encara uma extensa agenda de shows – incluindo os primeiros em solo brasileiro. A banda é uma das principais atrações do Lollapalloza Brasil (tocam no segundo dia do festival, 8 de abril), e faz outras duas apresentações no país: uma no Rio de Janeiro (Circo Voador, 4 de abril), e outra em São Paulo (Cine Jóia, 5 de abril).
Em uma conversa por telefone, Foster falou com exclusividade ao Power Music Club sobre a expectativa de tocar no país, novas bandas e sobre como conheceu o saxofonista Kenny G.
Power Music Club: Pumped Up Kicks se tornou um hit antes mesmo do Foster The People gravar o primeiro álbum, graças à divulgação na internet. Você acredita que hoje a web é o principal meio para as bandas iniciantes?
Mark Foster: Totalmente. Eu coloquei a música para download grátis, e fiquei surpreso com o modo que ela se espalhou pela rede. A internet é a melhor coisa para as bandas novas. Hoje qualquer um pode lançar sua música do próprio porão, esteja ele na Turquia ou na China, o que é ótimo.
O Foster The People é uma banda que transita bem tanto entre os fãs de rock como entre os de música pop. Por que você acha que isso acontece?
Acho que existe uma tradição de bandas que agradam os dois lados. Algumas das minhas favoritas são o New Order, Joy Division e o Blur, e todas elas fizeram um ótimo trabalho misturando rock com música eletrônica.
Ultimamente tem havido uma discussão na imprensa sobre a suposta “morte do rock”, por causa dos artistas pop que dominam as paradas. Você acredita que o rock está morrendo?
Não cara. O rock’n’roll nunca vai morrer.
Que bandas você tem ouvido ultimamente?
Muitas coisas. Tem essa garota da Nova Zelândia chamada Kimbra, que participou de Somebody I Used To Know, do Gotye, que é demais. E também o Little Dragon, eles são ótimos.
Em outubro, o Foster The People esteve no Saturday Night Live e o show teve uma aparição surpresa do saxofonista Kenny G. Como esse encontro aconteceu?
Bom, nós sempre falamos meio de brincadeira que gostaríamos de tocar com ele. Mas nós não achávamos que realmente iria acontecer. Só que eu tenho um amigo que conhece Kenny, que acabou dizendo a ele que nós somos grandes fãs. Mesmo assim a gente não achou que seria possível, porque nós somos de mundos muito diferentes. Mas ele topou, e quando ele apareceu no palco foi divertido ver a surpresa das pessoas.
No Grammy vocês dividiram o palco com outra lenda, os Beach Boys. Como foi essa experiência?
Foi uma das melhores da minha vida! Sempre fui muito fã dos Beach Boys, e nunca pensei que iria conhecê-los – imagine então estar no mesmo palco que eles. Foi inesquecível, uma coisa que vou poder contar aos meus netos.
Como está a gravação do segundo álbum? Alguma chance que saia ainda neste ano?
Estamos trabalhando em algumas coisas. Provavelmente teremos algumas canções novas até o fim do ano, mas o disco só deve sair em 2013. Queremos fazer um álbum um pouco diferente.
Como funciona o seu processo criativo?
No primeiro álbum eu escrevi sozinho todas as canções, mas no segundo quero que o resto da banda se envolva mais. É o que vem acontecendo e tem sido uma experiência totalmente nova.
Em abril o Foster The People vem ao Brasil pela primeira vez. O que podemos esperar da banda?
Ah, energia cara! Muita energia.
Talvez alguma canção nova?
Vamos ver. Se conseguirmos produzir alguma coisa até o mês que vem, pode ser que aconteça. Mas o mais provável é que a gente se concentre nas músicas de Torches mesmo.
Essa é uma pergunta inevitável: você conhece alguma coisa da música brasileira?
Eu ouço alguma coisa de jazz brasileiro, mas não saberia dizer nenhum nome. E eu não sei muito bem o que anda acontecendo por aí nesse momento.
Mark, para finalizar, você tem alguma mensagem para os seus fãs no Brasil?
A gente mal pode esperar para chegar aí. Vamos levar muita energia para os shows, então tragam a de vocês também!
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